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Pit Trap

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A streamlet runs underneath the ruins of the Gavea Tourist Hotel. In a small sector beneath the building it runs across two long rows of collumns, in what looks today as a huge pitfall. It is said that for a while the never finished building was used as an outpost by drug dealing gangs that used to control large sections of the city. The spot is filled today with car carcasses, and some seem to have been used as targets for shooting practice.
Lately some parts of the city have been regained by police intervention in huge war-like operations. Critics abound as to the chosen areas (most of them conveniently situated in or near parts of the city that have been through gentrification processes or that will host some olympic related activity) and the methods (occupying whole neighbourhoods that were once ruled by crminals with heavily armed police forces, however leaving out much needed infrastructure and basic social services).

These waters run silently, hidden from the rest of the city by a rotten megatructure. A kind of metaphore to the arms and drug dealing, as well as all sorts of illicit activities that persist in the next olympic city, somewhat hidden from view by state policy.

Um riacho corre por baixo das ruínas do Gávea Tourist Hotel. Num trecho pequeno, abaixo do prédio, ele cruza duas longas fileiras de colunas, no que hoje se parece com uma enorme armadilha. Existem relatos de que o prédio inacabado serviu de posto avançado a grupos ligados ao tráfico, que controlavam grandes partes da cidade. O local está cheio de carcaças de carro, e algumas parecem ter sido usadas como alvos para a prática de tiro.
Ultimamente algumas partes da cidade foram retomadas através de intervenção policial em enormes operações que lembram ações de guerra. Proliferam as críticas no que diz respeito às áreas escolhidas (a maioria convenientemente no interior ou próxima a partes da cidade que vem passando por processos de gentrificação ou que serão sede de algum evento olímpico), e aos métodos (ocupar comunidades inteiras que já foram comandadas por criminosos com força policial fortemente armada, deixando de lado, contudo, a infraestrutura tão necessária, além dos serviços sociais diversos).

Essas águas correm em silêncio, escondidas do resto da cidade por uma megaestrutura apodrecida. Uma espécie de metáfora ao tráfico de armas e drogas, bem como toda sorte de atividades ilícitas que persistem na próxima cidade olímpica, escondidas, de certa forma, por política de estado.

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